-Quem é?- Ela grita de dentro.
-Quem poderia ser?!? Abra logo a p(*) dessa porta!- Grita Ele , com voz entorpecida.
-Isso são horas? Estava agoniada aqui de preocupação!Onde esteve?Que cheiro de bebida!
-Que te importa- Responde Ele -Chego em Minha casa na hora que eu quiser.
Então Ela retruca:
-Acontece que esta casa não é só Sua. Isso não é conduta de um pai de família.
Você devia ter vergonha, e agir como um homem!
-Cala essa boca- Berra Ele, já com os punhos cerrados, e lhe mete um empurrão, que a faz cair no chão da cozinha.
-E da próxima vez, lhe meto é a mão na cara!
Ela, já chorando, por causa da humilhação, resolve parar a discussão, por medo que a violência piore, restando-lhe apenas trancar-se no banheiro com o pranto como consolo.
Essa situação fictícia ilustra a realidade de muitas mulheres, a violência doméstica.
No exemplo acima, criei um cenário típico de problemas em que o álcool está envolvido. Mas, poderia ser uso de drogas ilícitas, jogatina entre outros vícios. Há ainda aqueles que são violentos por se acharem superiores e que tem o direito assim de subjugar as mulheres.
Em Agosto de 2006, foi sancionada a lei 11.340/06, também conhecida como lei Maria da Penha, nome dado em homenagem a uma mulher real que sofreu violência doméstica por anos, entre elas, duas tentativas de assassinato, a primeira deixando-a paraplégica.Ela teve de lutar por 20 anos para ver seu agressor, um professor universitário, pagar, tornando-se assim símbolo da luta contra a violência doméstica.
A lei Maria da Penha representa um grande avanço na justiça brasileira. Ela impede, por exemplo, que o pena do agressor seja paga em cestas básicas ou multa. A pena para esse tipo de delito é de 3 meses a 3 anos de prisão.
A lei também prevê caráter de urgência na abertura do processo e no tratamento das lesões da vítima e também afastamento do agressor do lar, perda do porte de armas do agressor, impedimento de contato com a vítima e filhos, com limite de aproximação estabelecido por um juiz, acompanhamento e proteção policial.
É uma pena que numa sociedade que se diz civilizada, haja necessidade de haver leis para coibir violência contra mulheres. Criticamos, aqui no Ocidente, o tratamento dado no Oriente as mulheres, mas será que estamos dando o exemplo correto?
Que cada um de nós faça a sua parte para que crimes dessa natureza sejam erradicados.
